Minhas impressões (MI-16/2017): A casa do lago - Kate Morton

Olá pessoal, quanto tempo!!!! Correria pouca é bobagem... dá para perceber pela distância entre resenhas aqui no blog, né? Eu nunca demorei tanto para ler um livro bom, ops, um livro ótimo, como demorei para ler 'A Casa do lago' mas realmente a correria tem sido grande e dormi várias vezes com meu Kindle ao lado...


Sinopse

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Minhas impressões

Este foi o primeiro livro de Kate Morton que li... estou impressionada!!!!

No início tive um pouco de dificuldade para me envolver na história, o livro tem um vai e volta de datas, épocas, personagens, que pode dificultar o entendimento, talvez por eu estar muito cansada isso tenha me prejudicado um pouco no início, mas depois o livro é tão envolvente que é difícil parar de ler para fazer as coisas da vida...

ESTA RESENHA PODE CONTER ALGUNS SPOILERS.

A Casa do lago é um livro de mistério... que envolve uma família, Os Edevane. Em junho de 1933, na noite do Solstício de verão, o filho caçula da família, o  bebê, Theo Edevane, some do quarto e nunca foi encontrado.

Em 2003, Sadie Sparrow, uma detetive da Polícia de Londres, após sofrer com um caso complicado e que por causa de sua intuição a colocou em uma situação difícil, resolve tirar umas 'férias' e visitar o avô Bertie, na Cornualha, ela se depara com A Casa do Lago... e com o mistério que envolve a casa... ela quer descobrir, desvendar, o crime... começa a pesquisar reportagens, livros e até entrar em contato com a herdeira da casa, Alice Edevane.

"Não devia ler os jornais. Deveria estar 'dando um tempo de tudo isso' enquanto se recompunha e esperava que as coisas em Londres esfriassem. Conselho de Donald. Ele tentava protegê-la de ter o nariz esfregado na própria estupidez, ela sabia disso, o que era típico dele, mas de fato era um pouco tarde demais." posição 5%

Alice Edevane, é a autora A. C. Edevane, uma best seller de suspense e que desde 1933 não volta à Cornualha...

"A. C. Edevane era uma das poucas escritoras de suspense que os policiais realmente liam e, além disso, era um patrimônio nacional. Quando Louise falara sobre a família Edevane e sua casa junto ao lago, Sadie não tinha feito a conexão. Naquele dia, porém, olhando para o cartaz pendurado acima da vitrine - AUTORA LOCAL PUBLICA SEU 50º LIVRO -,sentiu a emoção singular de dois elementos aparentemente desconectados se unindo." posição 12%

Sadie entra em contato com Alice tentando conversar com ela sobre o mistério do desaparecimento do irmão... mas Alice, com 86 anos, ainda sofre com o fato, e com culpas e remorsos e não sabe se será capaz de reviver o passado.

"- Uma criança desaparecida - continuou ele - na década de 1930. Uma propriedade na Cornualha, um caso nunca resolvido.
Até o dia de sua morte, Alice nunca conseguiria dizer com certeza se o cômodo ficou frio naquele momento devido a uma brisa repentina da charneca ou se era seu termostato interno, um banho de realidade, o passado a atingindo como uma onda que se recolhera havia muito tempo e esperava a maré virar. Porque, é claro, ela sabia exatamente do que tratava a carta - e não tinha nada a ver com os mistérios puramente inventados com que ela preenchia seus livros." posição 15%

O mistério da casa do lago deixa Sadie muito envolvida e ela procura até o detetive do caso, Clive Robinson, 90anos, que até hoje tenta entender e desvendar o caso, visto que este foi o primeiro caso de Clive...

"- Sabe, ela parou de voltar à casa durante a Segunda Guerra Mundial. Achei que fosse apenas a guerra, que tornou tudo uma confusão sangrenta, mas, mesmo depois, Eleanor Edevane nunca mais voltou. Eu me perguntava sobre ela às vezes, se tinha sido atingida por uma bomba. É uma coisa terrível de se dizer, mas a guerra era assim: todos nós nos acostumamos com as pessoas morrendo. É triste pensar que a casa ficou abandonada, mas fazia sentido que ela ficasse longe. Tanta morte e destruição, o tempo continuou se arrastando, seis longos e duros anos de guerra. O mundo era um lugar diferente quando terminou. Tinham se passado mais de onze anos desde que o menino desaparecera." posição 41%


A história do livro é feita de pequenas histórias, cada hora sobre 'o olhar' de um personagem, viajamos de 1933, a 2003, voltamos a 1914 e depois de volta a 2003 ou 1933 e por aí vai...

"Havia um banco de madeira na praça e Eleanor ficou satisfeita por encontrá-lo vazio. Sentou-se e passou uma meia hora tranquila observando as idas e vindas das pessoas da aldeia. Quando criança, Eleanor nunca tinha percebido quanto prazer um adulto poderia obter por simplesmente se sentar. A ausência de exigências e expectativas, de perguntas e conversas, era uma alegria verdadeira e simples." posição 69%

 
O livro é cheio de descrições, de fatos, mas é muito bem 'amarrado' e gostei, não, mais que isso, eu ADOREI, a história... um dos melhores mistérios que já li, na vida. Parabéns, Kate Morton e Editora Arqueiro por este maravilhoso livro!!!!!


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